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Alfredo Veiga-Neto, arqueogenealogia intempestiva de um pensamento

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Ele toca piano, é-foi biólogo, só encontra palavras fortes e sutis para seus parceiros. É um tradutor cuidadosíssimo, um arquivista foucaultiano, um ensaísta equilibrado, o generoso companheiro de convivências amplas e nas contingências urgentes.Isso tudo, fomos constatando pouco a pouco, desde a generosidade, evidenciada no primeiro encontro. Curioso é lembrar o espanto (e a alegria correlata) que acompanhou, para um(a) de nós, Heliana, a circunstância já longínqua de se deparar, em uma livraria carioca, com a coletânea O Sujeito da Educação (Silva, 1994): estariam pensadores ligados à Teoria Crítica, marxistas frankfurteanos, “devindo” outra coisa? – o subtítulo do volume (Estudos foucaultianos) não dava muita margem a que a pergunta perdurasse. Notadamente porque, no ano seguinte, Crítica pós-estruturalista em educação, já então organizada por Alfredo Veiga-Neto (1995a), confirmaria as diferenças que se afirmavam por intensidades, mais do que por cronologias ou rotulações político-acadêmicas. Do léxico galego da língua portuguesa, veiga, substantivo feminino, é “planície ou vale suave e fértil; terreno plano, bom, de lavradio; grande chaira de terreno comunal; leira destinada à sementeira de milho, batatas, etc.; lavradio onde vários vizinhos têm uma parcela; terreno sempre húmido, normalmente com outono; estar na veiga: o mesmo que estar na horta, não tomar consciência ou perceber o que sucede; veiga com fame: veiga ou terreno pouco estercada; veiga da porta: veiga que está junto à casa[1]. “Regionalismo: terra de cultivo de centeio ou milho serôdio”[2]. Pré-romana: baika, terreno inundado, chã, campina, várzea. É a floração das ameixeiras, anunciando a primavera japonesa (um dos locais mais renomados para se ver a baika fica a uma hora e meia de trem de Tóquio, na província de Ibaraki)[3]. Baika é também uma prática musical zen-budista[4]. Seria uma aeronave a jato a ser construída no Japão durante a II Guerra Mundial, jamais  produzida[5]. Veiga-Neto, Alfredo-Alfie, é da beleza, da paisagem, da terra, da música, do que é fértil e alimenta[6].[1] https://www.estraviz.org/veiga[2] https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/veiga[3] https://www.japanhousesp.com.br/artigo/baika-floracao-das-ameixeiras/[4] https://aguasdacompaixao.wordpress.com/atividades/baika-a-pratica-de-musica-zen-budista/[5] https://pt.wikipedia.org/wiki/Kawanishi_Baika[6] Alfie, que não o da canção de Burt Bacharach https://www.letras.mus.br/burt-bacharach/261594/ e muito menos o de Lily Allen https://www.vagalume.com.br/lily-allen/alfie-traducao.html
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Title: Alfredo Veiga-Neto, arqueogenealogia intempestiva de um pensamento
Description:
Ele toca piano, é-foi biólogo, só encontra palavras fortes e sutis para seus parceiros.
É um tradutor cuidadosíssimo, um arquivista foucaultiano, um ensaísta equilibrado, o generoso companheiro de convivências amplas e nas contingências urgentes.
Isso tudo, fomos constatando pouco a pouco, desde a generosidade, evidenciada no primeiro encontro.
Curioso é lembrar o espanto (e a alegria correlata) que acompanhou, para um(a) de nós, Heliana, a circunstância já longínqua de se deparar, em uma livraria carioca, com a coletânea O Sujeito da Educação (Silva, 1994): estariam pensadores ligados à Teoria Crítica, marxistas frankfurteanos, “devindo” outra coisa? – o subtítulo do volume (Estudos foucaultianos) não dava muita margem a que a pergunta perdurasse.
Notadamente porque, no ano seguinte, Crítica pós-estruturalista em educação, já então organizada por Alfredo Veiga-Neto (1995a), confirmaria as diferenças que se afirmavam por intensidades, mais do que por cronologias ou rotulações político-acadêmicas.
 Do léxico galego da língua portuguesa, veiga, substantivo feminino, é “planície ou vale suave e fértil; terreno plano, bom, de lavradio; grande chaira de terreno comunal; leira destinada à sementeira de milho, batatas, etc.
; lavradio onde vários vizinhos têm uma parcela; terreno sempre húmido, normalmente com outono; estar na veiga: o mesmo que estar na horta, não tomar consciência ou perceber o que sucede; veiga com fame: veiga ou terreno pouco estercada; veiga da porta: veiga que está junto à casa[1].
“Regionalismo: terra de cultivo de centeio ou milho serôdio”[2].
Pré-romana: baika, terreno inundado, chã, campina, várzea.
É a floração das ameixeiras, anunciando a primavera japonesa (um dos locais mais renomados para se ver a baika fica a uma hora e meia de trem de Tóquio, na província de Ibaraki)[3].
Baika é também uma prática musical zen-budista[4].
Seria uma aeronave a jato a ser construída no Japão durante a II Guerra Mundial, jamais  produzida[5].
Veiga-Neto, Alfredo-Alfie, é da beleza, da paisagem, da terra, da música, do que é fértil e alimenta[6].
[1] https://www.
estraviz.
org/veiga[2] https://www.
infopedia.
pt/dicionarios/lingua-portuguesa/veiga[3] https://www.
japanhousesp.
com.
br/artigo/baika-floracao-das-ameixeiras/[4] https://aguasdacompaixao.
wordpress.
com/atividades/baika-a-pratica-de-musica-zen-budista/[5] https://pt.
wikipedia.
org/wiki/Kawanishi_Baika[6] Alfie, que não o da canção de Burt Bacharach https://www.
letras.
mus.
br/burt-bacharach/261594/ e muito menos o de Lily Allen https://www.
vagalume.
com.
br/lily-allen/alfie-traducao.
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