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OSTEOCONRITE DISSECANTE EM CÃES
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Introdução: A osteocondrite dissecante (OCD) se dá pelo desprendimento de fl a p cartilaginoso após osteocondrose, se caracterizando por um espessamento focal da cartilagem devido a alterações na ossificação endocondral, afetando principalmente áreas de maior pressão. Objetivo: Este resumo tem por objetivo apresentar os sinais clínicos apresentados pelos animais e como é realizado o seu diagnóstico. Metodologia: Foram selecionados 5 artigos, retirados dos sites Scielo e PUBMED, a inclusão ou não dos artigos foi definida por meio de análise dos títulos e dos resumos que abordassem o tema principal. Resultados: A OCD é iniciada pela osteocondrose que ocorre por distúrbio idiopático da ossificação endocondral, crescimento ósseo responsável pela ampliação do comprimento da diáfise, com atuação na linha fisária e também do comprimento da epífise, pela cartilagem articular. Autores destacam que o flap se forma principalmente devido ao espessamento cartilaginoso, onde está mais propenso a sofrer trauma com condromalácia, causando desprendimento da porção cartilaginosa acometida do osso subcondral. O retalho desprendido da cartilagem poderá permanecer fixo a ela por uma borda, ou então desprender-se por inteiro, ficando livre na cápsula articular. Um conjunto de fatores levam ao desenvolvimento de OCD como: distúrbio da ossificação endocondral e espessamento da cartilagem articular, trauma, excesso de massa corporal, exercícios vigorosos, hereditariedade e suplementação vitamínica-mineral. O primeiro sinal clinico apresentado é a claudicação geralmente unilateral, e diminuição da amplitude dos movimentos, podendo ocorrer atrofia por desuso, é ainda observado claudicação após exercícios e ligeira melhora após repouso. Os sinais clínicos persistem por semanas ou meses variando de acordo com a severidade das lesões. No exame clinico o animal apresenta dor à palpação da articulação. Para o diagnóstico da OCD são associados diferentes fatores como: raça, sexo, idade, alimentação, história clínica e exame físico, porém sua confirmação é feita somente após exames radiográficos, ultrassom articular ou artroscopia, onde são observadas irregularidades, achatamento ou concavidade radiotransparente no contorno articular, normalmente acompanhados de esclerose do osso subcondral. O uso de esteroide e anti-inflamatórios não esteroidais reduzem a dor e claudicação, mas não promovem a cura nem retardamento das lesões. O tratamento cirúrgico é o único eficaz para a OCD, a cirurgia consiste na remoção do retalho ou fragmento articular que irritava a membrana sinovial e superfície articular. Conclusão: conclui-se que é necessário o diagnóstico da osteocondrite dissecante para controle de dor e realização de procedimento cirúrgico. PALAVRAS-CHAVE: Diagnóstico osteocondrite dissecante, Osteocondrite dissecante, Sinais clínicos osteocondrite dissecante
Title: OSTEOCONRITE DISSECANTE EM CÃES
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Introdução: A osteocondrite dissecante (OCD) se dá pelo desprendimento de fl a p cartilaginoso após osteocondrose, se caracterizando por um espessamento focal da cartilagem devido a alterações na ossificação endocondral, afetando principalmente áreas de maior pressão.
Objetivo: Este resumo tem por objetivo apresentar os sinais clínicos apresentados pelos animais e como é realizado o seu diagnóstico.
Metodologia: Foram selecionados 5 artigos, retirados dos sites Scielo e PUBMED, a inclusão ou não dos artigos foi definida por meio de análise dos títulos e dos resumos que abordassem o tema principal.
Resultados: A OCD é iniciada pela osteocondrose que ocorre por distúrbio idiopático da ossificação endocondral, crescimento ósseo responsável pela ampliação do comprimento da diáfise, com atuação na linha fisária e também do comprimento da epífise, pela cartilagem articular.
Autores destacam que o flap se forma principalmente devido ao espessamento cartilaginoso, onde está mais propenso a sofrer trauma com condromalácia, causando desprendimento da porção cartilaginosa acometida do osso subcondral.
O retalho desprendido da cartilagem poderá permanecer fixo a ela por uma borda, ou então desprender-se por inteiro, ficando livre na cápsula articular.
Um conjunto de fatores levam ao desenvolvimento de OCD como: distúrbio da ossificação endocondral e espessamento da cartilagem articular, trauma, excesso de massa corporal, exercícios vigorosos, hereditariedade e suplementação vitamínica-mineral.
O primeiro sinal clinico apresentado é a claudicação geralmente unilateral, e diminuição da amplitude dos movimentos, podendo ocorrer atrofia por desuso, é ainda observado claudicação após exercícios e ligeira melhora após repouso.
Os sinais clínicos persistem por semanas ou meses variando de acordo com a severidade das lesões.
No exame clinico o animal apresenta dor à palpação da articulação.
Para o diagnóstico da OCD são associados diferentes fatores como: raça, sexo, idade, alimentação, história clínica e exame físico, porém sua confirmação é feita somente após exames radiográficos, ultrassom articular ou artroscopia, onde são observadas irregularidades, achatamento ou concavidade radiotransparente no contorno articular, normalmente acompanhados de esclerose do osso subcondral.
O uso de esteroide e anti-inflamatórios não esteroidais reduzem a dor e claudicação, mas não promovem a cura nem retardamento das lesões.
O tratamento cirúrgico é o único eficaz para a OCD, a cirurgia consiste na remoção do retalho ou fragmento articular que irritava a membrana sinovial e superfície articular.
Conclusão: conclui-se que é necessário o diagnóstico da osteocondrite dissecante para controle de dor e realização de procedimento cirúrgico.
PALAVRAS-CHAVE: Diagnóstico osteocondrite dissecante, Osteocondrite dissecante, Sinais clínicos osteocondrite dissecante.
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