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Comportamento sexual associado ao medo de engravidar nas universitárias
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O medo de engravidar pode se apresentar como um fator de regulação do comportamento sexual, especialmente entre mulheres jovens que se encontram em fase de formação acadêmica. Este estudo teve como objetivo identificar se há alteração no comportamento sexual de universitárias em decorrência do medo de engravidar. Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantiqualitativa, desenvolvida com estudantes de uma instituição de ensino superior do Distrito Federal. A coleta de dados ocorreu por meio de formulário on-line estruturado com questões fechadas e abertas. Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os dados qualitativos submetidos à técnica de Análise de Conteúdo, conforme Bardin. Participaram 83 universitárias, majoritariamente solteiras, da área da saúde, entre 18 e 29 anos. A análise demonstrou que 73,4% das participantes relataram pensar sobre o risco de engravidar durante a relação sexual, 65,3% consideram que esse medo interfere negativamente em sua vida sexual, e 45,3% já evitaram relações sexuais por receio de engravidar. O uso de métodos contraceptivos foi frequente, com destaque para o dispositivo intrauterino (DIU) e a pílula anticoncepcional. Contudo, mesmo entre as usuárias de métodos de alta eficácia, o medo persistiu como sentimento recorrente. A análise qualitativa revelou três categorias principais: (1) Sentidos atribuídos ao medo de engravidar, com relatos que variaram entre confiança nos métodos até abstinência sexual; (2) Articulação entre sentidos e escolhas contraceptivas, que indicou o medo como motivador de decisões contraceptivas, trocas ou múltiplas estratégias de proteção; e (3) Motivações associadas ao medo, como instabilidade financeira, interrupção do percurso acadêmico, falta de suporte institucional e ausência de preparo emocional para a maternidade. Esses achados demonstram que o medo de engravidar atua como elemento estruturante das experiências sexuais e reprodutivas de universitárias, com impactos na autonomia e no bem-estar. Os resultados indicam a necessidade de ampliar o debate sobre sexualidade, contracepção e planejamento reprodutivo no ambiente universitário, por meio de ações educativas, acesso facilitado a métodos contraceptivos e espaços de escuta acolhedores. Além disso, destacam-se lacunas na assistência à saúde sexual de jovens adultas, especialmente no que se refere à oferta de informações qualificadas e à valorização da autonomia das mulheres.
Centro de Ensino Unificado de Brasilia
Title: Comportamento sexual associado ao medo de engravidar nas universitárias
Description:
O medo de engravidar pode se apresentar como um fator de regulação do comportamento sexual, especialmente entre mulheres jovens que se encontram em fase de formação acadêmica.
Este estudo teve como objetivo identificar se há alteração no comportamento sexual de universitárias em decorrência do medo de engravidar.
Trata-se de uma pesquisa descritiva, com abordagem quantiqualitativa, desenvolvida com estudantes de uma instituição de ensino superior do Distrito Federal.
A coleta de dados ocorreu por meio de formulário on-line estruturado com questões fechadas e abertas.
Os dados quantitativos foram analisados por estatística descritiva e os dados qualitativos submetidos à técnica de Análise de Conteúdo, conforme Bardin.
Participaram 83 universitárias, majoritariamente solteiras, da área da saúde, entre 18 e 29 anos.
A análise demonstrou que 73,4% das participantes relataram pensar sobre o risco de engravidar durante a relação sexual, 65,3% consideram que esse medo interfere negativamente em sua vida sexual, e 45,3% já evitaram relações sexuais por receio de engravidar.
O uso de métodos contraceptivos foi frequente, com destaque para o dispositivo intrauterino (DIU) e a pílula anticoncepcional.
Contudo, mesmo entre as usuárias de métodos de alta eficácia, o medo persistiu como sentimento recorrente.
A análise qualitativa revelou três categorias principais: (1) Sentidos atribuídos ao medo de engravidar, com relatos que variaram entre confiança nos métodos até abstinência sexual; (2) Articulação entre sentidos e escolhas contraceptivas, que indicou o medo como motivador de decisões contraceptivas, trocas ou múltiplas estratégias de proteção; e (3) Motivações associadas ao medo, como instabilidade financeira, interrupção do percurso acadêmico, falta de suporte institucional e ausência de preparo emocional para a maternidade.
Esses achados demonstram que o medo de engravidar atua como elemento estruturante das experiências sexuais e reprodutivas de universitárias, com impactos na autonomia e no bem-estar.
Os resultados indicam a necessidade de ampliar o debate sobre sexualidade, contracepção e planejamento reprodutivo no ambiente universitário, por meio de ações educativas, acesso facilitado a métodos contraceptivos e espaços de escuta acolhedores.
Além disso, destacam-se lacunas na assistência à saúde sexual de jovens adultas, especialmente no que se refere à oferta de informações qualificadas e à valorização da autonomia das mulheres.
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