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Neuro dengue em um recém-nascido de 23 dias: relato de caso e análise do líquido cefalorraquidiano
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Objetivo: A dengue pode afetar o sistema nervoso central e causar meningite, encefalite e mielite, com uma frequência entre 1 e 21% dos casos. Este estudo relata o caso de um recém-nascido de 23 dias com suspeita de neuro dengue subclínica, destacando a importância da análise do líquido cefalorraquidiano e da realização de PCR específica para detecção da doença. Método: Recém-nascido a termo, procedente de área endêmica para dengue, sem complicações durante a gestação e parto, apresentou apenas febre, sem outras anormalidades relevantes ao exame clínico. Como parte do rastreio infeccioso foi coletado líquido cefalorraquidiano, que foi límpido e incolor, com 15 células/mm³ (79% linfócitos e 21% monócitos) e 2 hemácias/mm³. O exame bioquímico revelou proteína 63 mg/dL, glicose 42 mg/dL e lactato 11 mg/dL. Bacterioscopia e cultura foram negativas. Realizada RT-PCR que detectou o genoma do vírus da dengue em líquido cefalorraquidiano (Zika e Chikungunya negativos). Conclusão: Há relatos de neuro dengue em recém-nascidos na literatura, contudo não identificamos outros casos descritos de positividade da RT-PCR em paciente sem sintomatologia neurológica. No caso descrito, o líquido cefalorraquidiano foi coletado em função da febre a esclarecer e a RT-PCR realizada em função do aumento de células no líquido cefalorraquidiano. Esse caso ilustra que, em áreas endêmicas, a neuro dengue deve ser considerada como diagnóstico diferencial dos quadros de febre a esclarecer em recém-nascidos, mesmo na ausência de sintomatologia neurológica.
Title: Neuro dengue em um recém-nascido de 23 dias: relato de caso e análise do líquido cefalorraquidiano
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Objetivo: A dengue pode afetar o sistema nervoso central e causar meningite, encefalite e mielite, com uma frequência entre 1 e 21% dos casos.
Este estudo relata o caso de um recém-nascido de 23 dias com suspeita de neuro dengue subclínica, destacando a importância da análise do líquido cefalorraquidiano e da realização de PCR específica para detecção da doença.
Método: Recém-nascido a termo, procedente de área endêmica para dengue, sem complicações durante a gestação e parto, apresentou apenas febre, sem outras anormalidades relevantes ao exame clínico.
Como parte do rastreio infeccioso foi coletado líquido cefalorraquidiano, que foi límpido e incolor, com 15 células/mm³ (79% linfócitos e 21% monócitos) e 2 hemácias/mm³.
O exame bioquímico revelou proteína 63 mg/dL, glicose 42 mg/dL e lactato 11 mg/dL.
Bacterioscopia e cultura foram negativas.
Realizada RT-PCR que detectou o genoma do vírus da dengue em líquido cefalorraquidiano (Zika e Chikungunya negativos).
Conclusão: Há relatos de neuro dengue em recém-nascidos na literatura, contudo não identificamos outros casos descritos de positividade da RT-PCR em paciente sem sintomatologia neurológica.
No caso descrito, o líquido cefalorraquidiano foi coletado em função da febre a esclarecer e a RT-PCR realizada em função do aumento de células no líquido cefalorraquidiano.
Esse caso ilustra que, em áreas endêmicas, a neuro dengue deve ser considerada como diagnóstico diferencial dos quadros de febre a esclarecer em recém-nascidos, mesmo na ausência de sintomatologia neurológica.
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