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EURIPIDARISTOPHANIZEIN: A ANGÚSTIA DA INFLUÊNCIA EM RÃS

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O agôn entre autores implica, no mundo clássico, o agôn entre gêneros literários. Exemplo disso é o esforço de Platão, enquanto autor, de reivindicar um espaço próprio para a filosofia, distinguindo-a dos demais gêneros. Já em relação aos dramaturgos atenienses, a supremacia de Ésquilo, sugerida por Harold Bloom, talvez se dê justamente pela proximidade entre sua obra e a poesia épica, da qual Homero é o maior representante. Diante disso, Rãs, peça de Aristófanes que tem portema central o agôn poético, consiste em um objeto adequado para se pensar a angústia da influência na literatura grega clássica.Esta comunicação propõe-se um ato de desleitura da peça Rãs a partir de formulações teóricas e metodológicas de Harold Bloom. A princípio, faz-se uma síntese da teoria literária e da metodologia crítica de Bloom em sua versão atual, isto é, à luz das reconsiderações apresentadas pelo teórico em seu último livro The anatomyofinfluence(2012). Em seguida, opera-se uma desleitura intempestiva do texto grego à medida que se aplica, no procedimento exegético, categorias da narratologia moderna (e. g. metalepse narrativa) e da teoria da poesia romântica. Em uma primeira parte, limita-se a dar a ver, nas minucias do texto do poeta cômico, recursos metalépticos enquanto indícios do agôn entre Aristófanes e a tradição literária do quinto século a.C., no intuito de apresentá-lo como um poeta forte, uma vez que atinge a sexta razão revisionária: a apófrades. Numa segunda parte, propõe-se, a partir da concepção de amor literário de Bloom, que a peça Rãs possa ser lida como uma espécie de drama elegíaco em que o poeta Aristófanes, sob a máscara de Dioniso, desce ao Hades por Eurípides, o qual sua própria obra imortaliza justamente à medida que mimetiza e satiriza.
Faculdades Catolicas
Title: EURIPIDARISTOPHANIZEIN: A ANGÚSTIA DA INFLUÊNCIA EM RÃS
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O agôn entre autores implica, no mundo clássico, o agôn entre gêneros literários.
Exemplo disso é o esforço de Platão, enquanto autor, de reivindicar um espaço próprio para a filosofia, distinguindo-a dos demais gêneros.
Já em relação aos dramaturgos atenienses, a supremacia de Ésquilo, sugerida por Harold Bloom, talvez se dê justamente pela proximidade entre sua obra e a poesia épica, da qual Homero é o maior representante.
Diante disso, Rãs, peça de Aristófanes que tem portema central o agôn poético, consiste em um objeto adequado para se pensar a angústia da influência na literatura grega clássica.
Esta comunicação propõe-se um ato de desleitura da peça Rãs a partir de formulações teóricas e metodológicas de Harold Bloom.
A princípio, faz-se uma síntese da teoria literária e da metodologia crítica de Bloom em sua versão atual, isto é, à luz das reconsiderações apresentadas pelo teórico em seu último livro The anatomyofinfluence(2012).
Em seguida, opera-se uma desleitura intempestiva do texto grego à medida que se aplica, no procedimento exegético, categorias da narratologia moderna (e.
g.
metalepse narrativa) e da teoria da poesia romântica.
Em uma primeira parte, limita-se a dar a ver, nas minucias do texto do poeta cômico, recursos metalépticos enquanto indícios do agôn entre Aristófanes e a tradição literária do quinto século a.
C.
, no intuito de apresentá-lo como um poeta forte, uma vez que atinge a sexta razão revisionária: a apófrades.
Numa segunda parte, propõe-se, a partir da concepção de amor literário de Bloom, que a peça Rãs possa ser lida como uma espécie de drama elegíaco em que o poeta Aristófanes, sob a máscara de Dioniso, desce ao Hades por Eurípides, o qual sua própria obra imortaliza justamente à medida que mimetiza e satiriza.

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