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Entrevista com Adriano Correia
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* Discente do programa de pós-graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia. Bolsista* Apoio: Capes.Breve apresentação: Adriano Correia é um dos pesquisadores brasileiros mais atuantes e reconhecidos nos estudos filosóficos e na militância política, social e educacional. Com graduação (1995) e mestrado (1998) em Filosofia pela PUC-Campinas e doutorado (2002) na mesma área na Unicamp, Adriano chegou à Filosofia movido por razões diversas e por grande entusiasmo por compreender questões de sua época, quando o estudo da Filosofia ainda era pouco visto e reconhecido nas academias brasileiras. Das éticas utilitaristas, passando pela Filosofia da ciência até a Filosofia Política, o professor Correia desenvolveu um trajeto acadêmico denso e muito vasto pelos campos do saberes, o que muito contribui para que suas aulas, cursos e pesquisas tenham parte de seu trajeto. Adriano concluiu sua pesquisa de doutoramento em Hannah Arendt, uma filósofa judia cuja matriz de pensamento ora repercute na Filosofia, ora nas Ciências Sociais, ora nas Ciências Políticas, e sempre, como diz Adriano, nos faz pensar o tempo de agora. Isso não significa, porém, que Arendt tenha sido a única fonte de sua pesquisa; Kant e Maquiavel (apenas para citar alguns) representam também diretrizes importantes ao seu pensamento, de modo que é possível ler e observar em seus textos a presença desses filósofos diretamente ou nas entrelinhas. Não obstante, Arendt é o ponto de chegada de Adriano, isto é, o ponto de intersecção onde todas as suas anteriores problematizações parecem se confluir e, no mesmo instante, abrir outras perspectivas, ao qual decorrem seus atuais diálogos com Nietzsche, Foucault, Habermas e Agamben.Atualmente, Adriano é professor na Universidade Federal do Goiás (UFG), onde ministra disciplinas na área de Ética e Filosofia Política nos cursos de graduação e pós-graduação, tendo passando, antes, pela Universidade Federal da Bahia. Entre 2010-2011 Adriano ocupou a função de coordenador da pós-graduação, seguindo, em 2013-2014, como diretor da Faculdade de Filosofia da UFG. Atualmente, ele é o presidente da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, no biênio 2017-2018, tendo sido eleito no XVII Encontro da ANPOF, em Aracaju-SE.Esta entrevista mapeia alguns apontamentos feitos por Adriano no XI Encontro de Graduação em Filosofia e II Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia, cotejando os desafios e as perspectivas para a Filosofia no atual contexto brasileiro. Ademais, Adriano expõe um pouco de seu trajeto acadêmico e as vicissitudes da Filosofia conquanto à passividade desta disciplina como optativa nos currículos do Ensino Médio e as perspectivas vindouras.
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Title: Entrevista com Adriano Correia
Description:
* Discente do programa de pós-graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia.
Bolsista* Apoio: Capes.
Breve apresentação: Adriano Correia é um dos pesquisadores brasileiros mais atuantes e reconhecidos nos estudos filosóficos e na militância política, social e educacional.
Com graduação (1995) e mestrado (1998) em Filosofia pela PUC-Campinas e doutorado (2002) na mesma área na Unicamp, Adriano chegou à Filosofia movido por razões diversas e por grande entusiasmo por compreender questões de sua época, quando o estudo da Filosofia ainda era pouco visto e reconhecido nas academias brasileiras.
Das éticas utilitaristas, passando pela Filosofia da ciência até a Filosofia Política, o professor Correia desenvolveu um trajeto acadêmico denso e muito vasto pelos campos do saberes, o que muito contribui para que suas aulas, cursos e pesquisas tenham parte de seu trajeto.
Adriano concluiu sua pesquisa de doutoramento em Hannah Arendt, uma filósofa judia cuja matriz de pensamento ora repercute na Filosofia, ora nas Ciências Sociais, ora nas Ciências Políticas, e sempre, como diz Adriano, nos faz pensar o tempo de agora.
Isso não significa, porém, que Arendt tenha sido a única fonte de sua pesquisa; Kant e Maquiavel (apenas para citar alguns) representam também diretrizes importantes ao seu pensamento, de modo que é possível ler e observar em seus textos a presença desses filósofos diretamente ou nas entrelinhas.
Não obstante, Arendt é o ponto de chegada de Adriano, isto é, o ponto de intersecção onde todas as suas anteriores problematizações parecem se confluir e, no mesmo instante, abrir outras perspectivas, ao qual decorrem seus atuais diálogos com Nietzsche, Foucault, Habermas e Agamben.
Atualmente, Adriano é professor na Universidade Federal do Goiás (UFG), onde ministra disciplinas na área de Ética e Filosofia Política nos cursos de graduação e pós-graduação, tendo passando, antes, pela Universidade Federal da Bahia.
Entre 2010-2011 Adriano ocupou a função de coordenador da pós-graduação, seguindo, em 2013-2014, como diretor da Faculdade de Filosofia da UFG.
Atualmente, ele é o presidente da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, no biênio 2017-2018, tendo sido eleito no XVII Encontro da ANPOF, em Aracaju-SE.
Esta entrevista mapeia alguns apontamentos feitos por Adriano no XI Encontro de Graduação em Filosofia e II Encontro de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia, cotejando os desafios e as perspectivas para a Filosofia no atual contexto brasileiro.
Ademais, Adriano expõe um pouco de seu trajeto acadêmico e as vicissitudes da Filosofia conquanto à passividade desta disciplina como optativa nos currículos do Ensino Médio e as perspectivas vindouras.
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