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Interseccionalidade, de Carla Akotirene
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<span>Este trabalho tem por objetivo apresentar, analisar e avaliar a obra “Interseccionalidade”, escrita por Carla Akotirene para a coleção “Feminismos Plurais” coordenada por Djamila Ribeiro. Compreendendo que o conceito foi elaborado pela intelectual feminista negra Kimberlé Crenshaw no campo das justiças mediadas, a </span><em>interseccionalidade </em><span>tem como objetivo dar instrumentalidade teórico-metodológica à inseparabilidade estrutural do racismo, do capitalismo e do cisheteropatriarcado, como apresenta Akotirene (2019). Nos cinco capítulos da obra, em questão, a autora apresenta as críticas ao conceito, além de críticas à apropriação de feministas brancas e dos neoliberais, que ignoram o fato de que é impossível pensar opressões interseccionais sem dar o devido crédito às feministas negras, ou da inviabilidade de utilizá-lo para criminalizar corpos negros, por exemplo. Por fim, pontuo a relevância do livro para as mulheres negras, e para quem trabalha a temática de raça e gênero, pois além da </span><em>interseccionalidade</em><span> se tratar da autoridade intelectual das mulheres negras, como lembra Carla Akotirene (2019), a forma com que a autora traz críticas positivas e negativas, sem deixar de se posicionar sobre elas, precisa ser apreciada e debatida dentro das discussões de raça e de gênero.</span>
Universidade Federal da Bahia
Title: Interseccionalidade, de Carla Akotirene
Description:
<span>Este trabalho tem por objetivo apresentar, analisar e avaliar a obra “Interseccionalidade”, escrita por Carla Akotirene para a coleção “Feminismos Plurais” coordenada por Djamila Ribeiro.
Compreendendo que o conceito foi elaborado pela intelectual feminista negra Kimberlé Crenshaw no campo das justiças mediadas, a </span><em>interseccionalidade </em><span>tem como objetivo dar instrumentalidade teórico-metodológica à inseparabilidade estrutural do racismo, do capitalismo e do cisheteropatriarcado, como apresenta Akotirene (2019).
Nos cinco capítulos da obra, em questão, a autora apresenta as críticas ao conceito, além de críticas à apropriação de feministas brancas e dos neoliberais, que ignoram o fato de que é impossível pensar opressões interseccionais sem dar o devido crédito às feministas negras, ou da inviabilidade de utilizá-lo para criminalizar corpos negros, por exemplo.
Por fim, pontuo a relevância do livro para as mulheres negras, e para quem trabalha a temática de raça e gênero, pois além da </span><em>interseccionalidade</em><span> se tratar da autoridade intelectual das mulheres negras, como lembra Carla Akotirene (2019), a forma com que a autora traz críticas positivas e negativas, sem deixar de se posicionar sobre elas, precisa ser apreciada e debatida dentro das discussões de raça e de gênero.
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