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Abordagens emergentes no tratamento profilático da enxaqueca
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A enxaqueca é uma condição neurológica crônica e incapacitante que aflige milhões de pessoas em todo o mundo. Os tratamentos profiláticos atuais para a enxaqueca incluem uma variedade de medicamentos, como betabloqueadores, antiepilépticos e antidepressivos, entre outros. No entanto, essas opções terapêuticas demonstram eficácia variável e muitas vezes estão associados a efeitos colaterais significativos, como fadiga, ganho de peso e comprometimento cognitivo. Além disso, a tolerabilidade a longo prazo e a aderência ao tratamento podem ser prejudicadas devido a esses efeitos adversos. Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar as novas abordagens emergentes no tratamento profilático da enxaqueca. Este artigo se trata de uma revisão integrativa de literatura, que será conduzida com base na questão norteadora: “Quais as novas abordagens emergentes no tratamento profilático da enxaqueca?”. A pesquisa foi realizada nas bases de dados da BVS, PubMed e SciELO, utilizando os seguindes descritores: “Transtornos de Enxaqueca” e “Prevenção de Doenças” em conjunto com operador booleano “AND”, sendo observados os artigos publicados nos últimos 5 anos. Após a pesquisa, 13 artigos foram escolhidos para comporem a amostra desse trabalho. As terapias com anticorpos monoclonais anti-CGRP, como galcanezumabe, erenumabe, e eptinezumabe, mostraram-se altamente promissoras, não apenas na redução da frequência de crises, mas na redução da intensidade da dor, e no uso de medicamentos para intervenção aguda. Além disso, os estudos observaram uma persistência dos benefícios mesmo após a interrupção do tratamento, além de boa tolerância do tratamento, indicando uma possível mudança de paradigma no manejo da enxaqueca. O uso Botox e terapias experimentais, como infusões de lidocaína e escetamina, apresentaram-se como opções terapêuticas valiosas para pacientes refratários, com relativamente poucos efeitos coalterais. Mais estudos são necessários para definir critérios mais específicos de uso de novos tratamentos, a fim de introduzí-los na prática clínica com segurança, além de avaliar a relação custo-benefício dessas abordagens terapêuticas.
Bioethics Archives, Management and Health
Max Edylian de Brito Filgueira
Rafaela Ivna Silva Moreira Fonsêca
Beatriz Potyguara Wanderley Martins
Fabio Antonio Pessoa da Silva Filho
Cícero Henrique Eufrasio Ramalho
Maria Vitória Lacerda Rodrigues de Aquino
Artur Magno de Sousa
Analiane Barbosa Formiga Alves
André Barros Macêdo
Cicera Luciana Pereira de Lucena
Title: Abordagens emergentes no tratamento profilático da enxaqueca
Description:
A enxaqueca é uma condição neurológica crônica e incapacitante que aflige milhões de pessoas em todo o mundo.
Os tratamentos profiláticos atuais para a enxaqueca incluem uma variedade de medicamentos, como betabloqueadores, antiepilépticos e antidepressivos, entre outros.
No entanto, essas opções terapêuticas demonstram eficácia variável e muitas vezes estão associados a efeitos colaterais significativos, como fadiga, ganho de peso e comprometimento cognitivo.
Além disso, a tolerabilidade a longo prazo e a aderência ao tratamento podem ser prejudicadas devido a esses efeitos adversos.
Nesse sentido, este artigo tem como objetivo analisar as novas abordagens emergentes no tratamento profilático da enxaqueca.
Este artigo se trata de uma revisão integrativa de literatura, que será conduzida com base na questão norteadora: “Quais as novas abordagens emergentes no tratamento profilático da enxaqueca?”.
A pesquisa foi realizada nas bases de dados da BVS, PubMed e SciELO, utilizando os seguindes descritores: “Transtornos de Enxaqueca” e “Prevenção de Doenças” em conjunto com operador booleano “AND”, sendo observados os artigos publicados nos últimos 5 anos.
Após a pesquisa, 13 artigos foram escolhidos para comporem a amostra desse trabalho.
As terapias com anticorpos monoclonais anti-CGRP, como galcanezumabe, erenumabe, e eptinezumabe, mostraram-se altamente promissoras, não apenas na redução da frequência de crises, mas na redução da intensidade da dor, e no uso de medicamentos para intervenção aguda.
Além disso, os estudos observaram uma persistência dos benefícios mesmo após a interrupção do tratamento, além de boa tolerância do tratamento, indicando uma possível mudança de paradigma no manejo da enxaqueca.
O uso Botox e terapias experimentais, como infusões de lidocaína e escetamina, apresentaram-se como opções terapêuticas valiosas para pacientes refratários, com relativamente poucos efeitos coalterais.
Mais estudos são necessários para definir critérios mais específicos de uso de novos tratamentos, a fim de introduzí-los na prática clínica com segurança, além de avaliar a relação custo-benefício dessas abordagens terapêuticas.
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