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Rastreamento e Adaptação Dietética na Doença Celíaca em Crianças
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A doença celíaca constitui uma enteropatia inflamatória crônica de natureza autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten — fração proteica encontrada no trigo, cevada e centeio — em indivíduos geneticamente suscetíveis, cujos alelos de HLA-DQ2 e HLA-DQ8 definem a predisposição molecular ao desencadeamento da resposta imune adaptativa contra os peptídeos gliadínicos (1). Na população pediátrica, a apresentação clínica desta condição tem sofrido uma nítida transição epidemiológica, abandonando o modelo clássico de má absorção grave e desnutrição exuberante para formas oligossintomáticas ou atípicas, que incluem distúrbios neurológicos, baixa estatura, anemia ferropriva refratária e dor abdominal recorrente, o que impõe desafios diagnósticos constantes na prática da puericultura e da gastroenterologia pediátrica brasileira (2,3). A falha na identificação precoce desses quadros, exacerbada pela elevada taxa de casos assintomáticos, predispõe a criança a complicações metabólicas, osteopenia precoce, atrasos no desenvolvimento puberal e riscos aumentados de malignidades linfoproliferativas a longo prazo, evidenciando a urgência da implementação de protocolos de triagem populacional mais assertivos (4). Diante da necessidade de consolidar os critérios diagnósticos contemporâneos, que evoluíram para permitir o diagnóstico sem a necessidade mandatória de biópsias duodenais em casos selecionados com títulos elevados de transglutaminase tecidual, e de discutir os pilares da adaptação dietética rigorosa, este estudo foi desenhado. O objetivo central desta revisão sistemática é analisar as estratégias de rastreamento e os princípios da adaptação dietética na doença celíaca pediátrica, identificando as diretrizes para a exclusão do glúten e a preservação da qualidade de vida nutricional. Os resultados demonstram de forma robusta que o rastreamento deve ser proativo em grupos de risco — como crianças com Diabetes Mellitus tipo 1 e Síndrome de Down — e que a adesão estrita à dieta isenta de glúten, supervisionada por equipe multiprofissional, é o único pilar terapêutico capaz de promover a restauração das vilosidades intestinais e a normalização do perfil imunoenzimático (5,6). Conclui-se que o manejo eficaz da doença celíaca na infância demanda uma vigilância clínica contínua, a valorização do letramento em saúde familiar para evitar contaminações cruzadas e a integração multidisciplinar que resguarde a integridade metabólica, o bem-estar e a autonomia existencial das futuras gerações.
Title: Rastreamento e Adaptação Dietética na Doença Celíaca em Crianças
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A doença celíaca constitui uma enteropatia inflamatória crônica de natureza autoimune, desencadeada pela exposição ao glúten — fração proteica encontrada no trigo, cevada e centeio — em indivíduos geneticamente suscetíveis, cujos alelos de HLA-DQ2 e HLA-DQ8 definem a predisposição molecular ao desencadeamento da resposta imune adaptativa contra os peptídeos gliadínicos (1).
Na população pediátrica, a apresentação clínica desta condição tem sofrido uma nítida transição epidemiológica, abandonando o modelo clássico de má absorção grave e desnutrição exuberante para formas oligossintomáticas ou atípicas, que incluem distúrbios neurológicos, baixa estatura, anemia ferropriva refratária e dor abdominal recorrente, o que impõe desafios diagnósticos constantes na prática da puericultura e da gastroenterologia pediátrica brasileira (2,3).
A falha na identificação precoce desses quadros, exacerbada pela elevada taxa de casos assintomáticos, predispõe a criança a complicações metabólicas, osteopenia precoce, atrasos no desenvolvimento puberal e riscos aumentados de malignidades linfoproliferativas a longo prazo, evidenciando a urgência da implementação de protocolos de triagem populacional mais assertivos (4).
Diante da necessidade de consolidar os critérios diagnósticos contemporâneos, que evoluíram para permitir o diagnóstico sem a necessidade mandatória de biópsias duodenais em casos selecionados com títulos elevados de transglutaminase tecidual, e de discutir os pilares da adaptação dietética rigorosa, este estudo foi desenhado.
O objetivo central desta revisão sistemática é analisar as estratégias de rastreamento e os princípios da adaptação dietética na doença celíaca pediátrica, identificando as diretrizes para a exclusão do glúten e a preservação da qualidade de vida nutricional.
Os resultados demonstram de forma robusta que o rastreamento deve ser proativo em grupos de risco — como crianças com Diabetes Mellitus tipo 1 e Síndrome de Down — e que a adesão estrita à dieta isenta de glúten, supervisionada por equipe multiprofissional, é o único pilar terapêutico capaz de promover a restauração das vilosidades intestinais e a normalização do perfil imunoenzimático (5,6).
Conclui-se que o manejo eficaz da doença celíaca na infância demanda uma vigilância clínica contínua, a valorização do letramento em saúde familiar para evitar contaminações cruzadas e a integração multidisciplinar que resguarde a integridade metabólica, o bem-estar e a autonomia existencial das futuras gerações.
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